Travessia de Colônia do Sacramento (URU) a Buenos Aires (ARG)

21:05

Viajar a Buenos Aires, capital da Argentina, sempre irá me fazer feliz. Estive na cidade duas vezes e cheguei às terras hermanas tanto por via aérea quanto aquática. No começo fiquei com um pouco de receio em atravessar o Rio da Prata em uma embarcação, mas depois de alguns minutos já fiquei bem a vontade.

A travessia de Colônia do Sacramento (Uruguai) a Buenos Aires (Argentina) é bastante rápida ~ a partir do momento em que a embarcação começa a andar. O trajeto de aproximadamente 50 quilômetros é feito em cerca de uma hora. Dependendo da empresa que você escolhe, este tempo pode variar um pouco, principalmente se escolher uma das que levam carros. Contudo, concluir todas as etapas até chegar nos tais buques pode ser pouco cansativo.

 Um dos buques fazendo a travessia entre Colônia do Sacramento e Buenos Aires

 As passagens podem ser adquiridas com antecedência pela internet, mas nós deixamos para comprar no porto de Colônia do Sacramento mesmo. Queríamos atravessar em um domingo, por isso, acredito, os horários eram reduzidos. Chegamos de manhã e compramos a nossa passagem para Buenos Aires com horário para as 16h45min. Para tanto, tínhamos que estar no terminal de embarque com uma hora de antecedência para dar seguimento aos procedimentos de check-in e imigração.


Terminal em Colônia do Sacramento

Como tínhamos bastante tempo de folga, aproveitamos o momento para conhecer Colônia ~ cidade que não esperávamos nada, mas que fomos surpreendidos pela linda arquitetura história, colonial e açoriana. Mas, isso é assunto para um outro post. 

Comprando as passagens

Porto em Colônia do Sacramento

Nossas passagens, como já falei, foram compradas com tranquilidade no terminal de Colônia do Sacramento. Para duas pessoas, pagamos cerca de R$ 200 e viajamos pela Seacat. Vale lembrar que em território uruguaio, você pode pagar tanto em pesos uruguaios, argentinos, reais e dólares. Por isso, se você vai a Buenos Aires e já sabe o dia em que voltará, já alerto: compre as passagens de ida e volta ainda em Colônia.

No lado hermano, uma lei federal proíbe o pagamento em qualquer que seja a moeda a não ser em dólares ~ caso você não seja cidadão argentino. Isto é, a única opção para você turista é o pagamento em dólares ou em tarjetas, oops, cartões de crédito. E o que a gente fazia em uma terça-feira de Carnaval, feriado e com as casas de câmbio fechadas, sem um dólar na carteira e o cartão bloqueado para o uso no exterior?

Porto em Buenos Aires ~ o lado argentino me pareceu muito mais bonito e organizado

Entretanto, se você for um turista programado, compre antes pela internet e evite os imprevistos de última hora.

Check-in e imigração

Assim como em um aeroporto, o primeiro passo para embarcar é fazer o check-in. Nesta etapa, você tem a opção de despachar as malas e pegá-las assim que entrar no outro país. Se entrar no  Uruguai de carro ~ ou de qualquer outra forma ~ e não possuir passaporte (assim como eu), não esqueça de ter os documentos da imigração em mãos, eles serão necessários para a saída do país e a entrada na Argentina. Se não apresentar, pode pagar multa!

Vista do Puerto Madero, em Buenos Aires, do cais

O problema, no lado uruguaio, foram as filas. É tanta gente fazendo a imigração ao mesmo tempo que dá até uma preguiça de esperar por ali. Perdemos um tempinho até conseguir passar por essa etapa. Depois que checaram todos os nossos documentos, esperamos por cerca de 40 minutos até a hora do nosso barco deixar o Uruguai.

Na volta, sem contar o contratempo com a compra das passagens, tudo foi mais prático. Foi mais rápido fazer o check-in e foi mais prático fazer a imigração no lado Argentino. Apresentamos nossa documentação e não havia fila nenhuma. Depois esperamos em uma fila para a embarcar e seguir viagem até Colônia.

Compra pela internet

Seacathttps://www.seacatcolonia.com/
Buquebushttps://www.buquebus.com.uy/

Dica bônus

Se você deixou o carro no lado uruguaio e precisa de um táxi até chegar ao hotel em Buenos Aires, preste atenção. Cuidado com os taxistas. Chegamos em uma tarde chuvosa ~ caía uma chuva torrencial mesmo ~ e os motoristas não queriam descer dos carros para nos ajudar com as malas. Além disso, queriam nos cobrar 300 pesos para nos levar até a Recoleta ~ um trajeto que em circunstâncias normais não ultrapassa os 50 pesos. Por isso, voltamos até o desembarque e contratamos um empresa de transfer. O motorista foi super prestativo e nos cobraram 150 pesos.

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