Resenha - O Diário de Anne Frank - Edição de Luxo da Galera Record

O Diário de Anne Frank não era uma livro que eu esperava ler tão cedo. Entretanto ele entrou em uma das minhas últimas compras no Submarino, porque, além do preço acessível e da edição de luxo, querendo ou não é uma leitura obrigatória. Eis que, quando chegou aqui em casa, foi o primeiro que resolvi ler. E digo mais: não me arrependi.

Conhecer a história de Anne Frank, bem como ler um pouco mais sobre a Segunda Guerra Mundial, me fez olhar ao mundo em que vivemos. Oras, naquela época, judeus foram mortos em virtude da violência e do poder de um homem que achava que eles eram inferiores. Não consigo imaginar esse povo sentia naquela época - e talvez sinta até hoje... Mas, e agora? Vivemos em paz? Claro que não. Nossas guerras mudaram e continuam a assolar a Terra. Milhões são mortos em virtude da violência e as pessoas continuam a deixar seus países em busca de paz. Aqui, travamos uma batalha contra o tráfico que também mata e destrói famílias. Nossos altos índices de assassinatos estão diretamente relacionados ao consumo de entorpecentes e é um ciclo que parece nunca ter fim.



E é por causa dessa matança desenfreada, lá na década de 1940, que conhecemos Anne Frank, um ícone no mundo inteiro. Viver escondida no Anexo Secreto não era exatamente o que ela sonhava. sonhava. Devido às circunstâncias impostas aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, essa foi a alternativa encontrada para tentar sobreviver ao holocausto.

Não sei se li  o Diário de Anne Frank tarde ou em uma boa época. Aos 25 anos, foi um dos livros mais tocantes que já passaram por minhas mãos. Um material riquíssimo de informações sobre a história do mundo em que vivemos. Além disso, os pensamentos de uma menina de 13 anos, escritos entre 1942 e 1944, ainda fazem muito sentido para os dias atuais. Leitura essencial para o aprendizado, para a construção de uma identidade e para que lutemos pela paz.

[Resenha] Neptuno - Letícia Wierzchowski

A leitura de alguns livros foi necessária para que  eu compreendesse que embarcar em uma obra de Letícia Wierzchowski é muito mais do que conhecer uma nova história. É poesia. É jogo de palavras. É sentir. Chorar.

Depois de terminar Navegue a Lágrima, Sal e A Casa das Sete Mulheres, senti que precisava mais da autora. Conhecê-la de perto, e descobrir uma pessoa simpática e emocionada com o reconhecimento do trabalho literário, despertou em mim a ânsia de ir em busca de mais material. Se em grandes livrarias eu não encontrava as obras antigas, optei pela internet. E quando encontramos promoção, o melhor é não esperar. 

Escolhi quatro livros assinados por Letícia, entre eles Um Farol no Pampa, continuação de A Casa das Sete Mulheres e desejado há muito tempo. Espero tão logo poder voltar aos campos do Sul em um tempo tão distante. Também chegou Uma Ponte Para Terabin, Os Getka e Prata do Tempo.



Enquanto as encomendas não chegavam, encontrei em uma livraria de Porto Alegre o que veio a se tornar o objeto desse texto, mesmo que eu ainda não o tenha introduzido aqui. A capa, desde o primeiro momento me chamou a atenção. Com fundo claro e imagem vermelha, logo imaginei que um crime sondava a narrativa. Comecei a leitura lá mesmo. Procurei um banquinho e li os primeiros capítulos. Depois paguei para que ele pudesse definitivamente ser meu.

Já falei demais sobre mim por aqui. Vamos à obra.

Neptuno. Esta é a palavra que dá nome ao romance e ao balneário onde boa parte da história se passa. Narrado pelo advogado Key, o livro retrata a vida de M. Aos 19 anos ele confessa: eu matei uma pessoa.

A partir daí, Key nos conta todas as etapas que levaram o menino M. a cometer um crime tão grave. Tudo começa quando ele decide passar temporada de verão com os avós em Neptuno, uma praia como outra qualquer, pacata no inverno e um pouco mais badalada nos meses mais quentes. Naquele balneário, M. conheceu June. Aos 15 anos, a jovem era bastante falada pela cidade e os dois acabaram se envolvendo em um romance. 


A cada encontro, Key se afeiçoa mais com M. Aquele menino simpático, que viveu a vida inteira com um pai distante e desinteressado pela vida do próprio filho. A mãe também não foi a das melhores. 

O texto é bastante curto, embora profundo, como sempre. A leitura é rápida. Um fato a destacar é que os acontecimentos são retratados de forma leve. E alguns pontos importantes são colocados de forma bastante sutil.  Key, o narrador, dá algumas voltas até chegar ao ponto auge da narrativa: como M. cometeu o assassinato. Para muitos, em resenhas que li na internet, isso incomodou. Contudo, não para mim. 

Enfim, para terminar esse texto, aconselho a leitura de Neptuno. Um livro curto, bem escrito. E o melhor: faz parte da literatura brasileira.


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