{Resenha} Navegue a Lágrima - Letícia Wierzchowski

Quisera eu poder ter o dom de saber lapidar as palavras. Unir as letras de tal forma que transforme um texto corrido em poesia. Quisera eu saber prender o leitor do início ao fim da narrativa. Quisera eu conhecer as técnicas para envolver alguém a um personagem que criei.

Mas, por que estou falando isso? 

O livro que escolhi para resenhar aqui me fez pensar exatamente isto ao terminar a leitura. A publicação é especial. Especial porque foi presente de Dia dos Namorados de meu marido e também por ser de uma de minhas autoras favoritas. Navegue a Lágrima, de Letícia Wierzchowski, publicado pela Editora Intrínseca se tornou em uma das minhas publicações preferidas dos últimos tempos ~ acho até que eu teria que alterar o vídeo que fiz sobre as minhas leituras favoritas e incluir esta em primeiro lugar.


De alguma forma, a autora conseguiu me inserir na pele de Heloísa e me fazer sentir tudo o que ela sentia. A leitura foi intensa. Diferente de tudo aquilo que venho lendo. Desejei o livro desde quando o lançamento foi anunciado, e posso dizer que não me arrependi em nenhum momento. A espera toda valeu a pena. Se vocês me perguntarem eu diria que é uma história de tragédia, mas também, e muito mais, de amor.

Heloísa é uma editora que para lidar com o luto muda-se para uma casa em uma península uruguaia ~ outro motivo para eu achar a publicação especial. Minha viagem ao Uruguai foi uma das melhores de minha vida ~ Sem querer, ela adquire a casa de uma autora que ela aprecia muito: Laura Berman.

Naquela casa ~ característica dos romances de Laura, que faz os personagens brotarem daquele lugar ~ estão todos os porta retratos e memórias dos veraneios que os Berman passaram ali. E, aos poucos, Heloísa começa a encontrá-los no passado e a escrever a história daquela família.

A narrativa é contada em primeira pessoa. Foram poucos os diálogos, mas a maneira como a autora apresentou a história foi espetacular. Heloísa conversa conosco enquanto mistura a própria história de vida com a da família Berman.


A leitura foi intensa, porém fluiu muito rápido. Cada palavra me tocou profundamente. Saber o futuro da família Berman, de Laura e Leon, foi um dos motivos que me fez seguir em frente tão depressa. Algumas lições de vida também podem ser tiradas da publicação. O livro me fez pensar o por que escrevo. Estudei jornalismo porque queria mudar a vida das pessoas através das palavras. Porém,  com a rotina, acabei esquecendo disso. Ler Navegue a Lágrima me fez pensar e entender o poder que as palavras possuem em mim ~ não importa quantos caracteres o texto tiver.

E percebi que vivo para contar histórias, não necessariamente inventadas, assim como Laura, assim como Heloísa.


Outro ponto que não posso deixar de comentar por aqui é a diagramação do livro. Navegue a Lágrima é um dos mais lindos que tenho na estante. Diferente de tudo o que já vi, o texto não ocupa uma página por completo e as letras azuis deixam tudo ainda mais especial.

Resenha ~ Apenas um dia, Gayle Forman

Já comentei outras vezes por aqui que desde que li Se eu ficar virei fã da Gayle Forman. Sabe quando a gente pega um livro e não tem vontade de parar de ler? É mais ou menos assim que me sinto com ela. Não sei qual é o segredo da autora, mas me apego muito aos personagens.

Conheci a Mia, a Cody e agora me envolvi com a história de Allyson Healey, uma apaixonada pelas obras de Shakspeare, em Apenas um dia. Toda a trama inicia quando ela e a melhor amiga Melanie estão em uma viagem de verão pela Europa. O sonho de Allyson é poder conhecer Paris, mas por causa de uma greve geral, o grupo que elas participam acaba mudando o roteiro.


Contudo, é em um trem pela Inglaterra que a vida da jovem começa a se modificar. Allyson é a famosa garota "politicamente correta". Não faz nada que possa decepcionar os pais e anda sempre dentro das regras. Mas por apenas um dia ela resolve aventurar-se e conhece aquele Willen, aquele que julga ser o amor de sua vida.

Apenas Um Dia - A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

No decorrer da narrativa, Gayle Forman faz um trabalho excelente e retrata a transformação da personalidade de Allyson de uma forma sutil, de maneira que em nenhum momento a leitura ficasse cansativa.


Eu consegui dividir o livro em quatro momentos muito marcantes. Ao final de cada um deles ganhei um fôlego legal para prosseguir com a leitura. Esta foi mais uma daquelas narrativas das quais eu não consegui largar, porque flui de uma forma muito gostosa. Minha experiência foi muito boa, exceto com o final e espero, do fundo do meu coração, que a Apenas um ano supere o final aberto que a autora deixou.

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