Passado em transformação para um presente com novas histórias

Se não na memória, fisicamente a história é apagada. Nas cidades em crescimento, as casas de nossas infâncias são destruídas e dão lugares a prédios e os terrenos em que morávamos acabam servindo de lar para várias famílias. Dia desses, levantei pensando sobre o assunto e de como o nosso passado é acabado sem piedade.

Se não fosse por leis para proteger o patrimônio histórico, o que é antigo já não existiria mais. Abri a janela do meu quarto e percebi que uma das únicas casas que haviam sobrado em minha rua era desmanchada para, provavelmente, dar lugar a um novo prédio.

 
Vintage


Ali já não havia mais um casal de velhinhos, nem seus netos brincando no gramado. E as festas de famílias, onde eles estariam reunidos agora? As pessoas que ali cresceram provavelmente guardarão as lembranças na memória, ou quem sabe nos álbuns de fotografia que estão no fundo dos armários. Mas, não poderão mais sentir o lugar que por muito os fez feliz.

 
Old & worn


Quantas foram as festas de Natal e outros momentos felizes que a família ali viveu? Quantos foram os filhos que ali cresceram? Quais os foram os motivos das brigas que ocorreram?A casa que ali foi construída dará lugar a um prédio e aquele espaço fará outras famílias felizes. E no fim tudo ficará só na memória. Vou guardar meu horizonte antes que ele seja substituído por um conjunto de janelas em construção.

Resenha ~ Cidades de Papel ~John Green

Meu primeiro contato com as histórias de John Green ocorreu em 2012, quando li A Culpa é das Estrelas. Fiquei dias com um nó na garganta e matutando sobre a narrativa. Na época, o livro tinha virado febre e eu queria saber o motivo de tantos comentários. Foi então que conheci uma das histórias mais tristes que já li.

A narrativa de Green me proporcionou momentos de risadas e de lágrimas ~ que literalmente escorriam pelo meu rosto. Tive uma experiência semelhante, anos mais tarde, quando li Quem é Você Alasca?, que me apresentou personagens instigastes.

 Quando comprei Cidades de Papel, 1) porque a trama vai virar filme e 2) porque sentia a necessidade de ler mais um livro de Green, criei uma expectativa muito grande. Mas como a vida acaba nos ensinando, nunca crie expectativas. As minhas não foram correspondidas.


Queria muito ter sido surpreendida, mas isso não aconteceu e Cidades de Papel se tornou apenas mais um livro na estante. Como de costume, a narrativa é em primeira pessoa, e quem dá vida à obra é Quentin. No último ano do Ensino médio, ele embarca em uma das maiores aventuras de sua vida. 

Quentin costuma dizer que todo mundo tem um milagre, e o dele era ser vizinho de Margo, uma jovem destemida e bastante curiosa. Quando pequenos, os dois eram bastante ligados, mas com o passar do tempo a relação dos dois se torna bastante cordial. Porém, uma certa noite, Margo invade a janela de Quentin e os dois embarcam em uma aventura.

Contudo, o que ele não imaginava era que depois disso, ele não mais a veria. Margo havia sumido da cidade, da escola e parecia que ninguém era capaz de encontrá-la. Mas Quentin acaba encontrando várias pistas e resolve seguí-las. E é nesta parte que Green deixa a narrativa um tanto quanto maçante. Parece que a história não desenvolve e então, para mim, o livro acabou tornando-se chato. De qualquer forma, eu recomendo a leitura, que de alguma forma pode render um pensamento diferenciado.

Friday Night Lights e o meu novo casal favorito: Julie Taylor e Matt Saracen

Friday Night Lights é daquele tipo de série que nos identificamos com cada um dos personagens e torcemos para que todos tenham finais felizes. Acompanhei ~ depois de anos da série terminar ~ e tive uma experiência incrível. São cinco temporadas e você deseja que elas nunca acabem.



Como a trama se desenvolve em torno de um técnico de futebol americano, no princípio, achei que não ia gostar, ou não ia me adaptar ao enredo. Mas, cada vez mais, percebi que o esporte acaba ficando em segundo plano, porque as histórias de vida acabam ganhando mais importância.



Cheia de personagens fortes, Friday Night Lights me apresentou a história de Julie Taylor e Matt Saracen, que se tornaram meu casal favorito em séries de televisão. Fui cativada, justamente por serem reais. Matt e Julie se conheceram no ensino médio e como todo casal adolescente tiveram seus altos e baixos até que o destino se encarregou pelo final feliz.

Nas primeiras temporadas, torci para que Matt tomasse coragem para convidar Julie para sair, desejei que eles superassem as brigas e que um desse suporte ao outro. Definitivamente, eles entraram na minha lista de casais favoritos!




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