De carro, o caminho de Santa Catarina a Montevidéu

10:56

Ainda não comentei por aqui, mas durante o feriado de Carnaval viajei para Montevidéu e tive umas das experiências mais importantes da minha vida! Então preparem-se para a série de publicações que virão a seguir!

Para o primeiro texto, que tal falar sobre o caminho que fizemos e uma pequena comparação entre as estradas do nosso Brasil e do Uruguai?

Saindo de Santa Catarina, o caminho até Montevidéu é longo, cerca de 1 mil quilômetros do Sul do estado até a capital uruguaia, o que se aproxima de umas 13 horas na estrada. Como saímos de Criciúma na noite de sexta, paramos em Capão da Canoa, tivemos uma viagem bem menos cansativa.


O trajeto é bem simples, basta seguir a BR-101 para o sul, em direção a Porto Alegre. Continuar pela BR-390, conhecida como Freeway, atravessar o Guaíba, seguir a BR-116 em direção a Pelotas. É então que há dois trajetos para escolher.

PELO CHUÍ

Se a intenção é ir pelo litoral e conhecer as praias da costa uruguaia, a opção é sair da BR-116 logo que chegar em Pelotas e seguir em direção a Rio Grande. Lá uma estrada vai ligar até o Chuí, o ponto mais ao sul do Brasil. Se a gasolina estiver pouca, abasteça ainda em Rio Grande. A estrada que leva ao Chuí tem 300 quilômetros sem cidades ou postos de combustíveis. Na verdade, chega até a cansar. Por ali também há uma reserva natural.

Então, depois de cerca de duas horas, ou mais, chegamos ao Chuí. É uma cidade estranha e parece ser uma terra sem lei. Digo isto, porque assim que chegamos, as ruas estavam cheia de pessoas e carros. Os motoristas não respeitavam os cruzamentos e parecia que todos iam tocar na mesma hora.


 No lado brasileiro é Chuí, no uruguaio é Chuy. As duas cidades são divididas por uma avenida. Antes de cruzar a fronteira, lembre-se de abastecer o carro mais uma vez. Mesmo que o tanque esteja meio cheio, coloque o combustível do lado brasileiro. Você não vai querer pagar quase R$ 5 o litro da gasolina, só porque está no Uruguai!

 Atravessando a fronteira e andando mais um pouco, aparece a aduana. A parada ali é obrigatória para fazer a imigração. Assim que chegamos, fomos surpreendidos pela quantidade de pessoas que escolheram passar o Carnaval no Uruguai. Ficamos aproximadamente 20 minutos esperando a nossa vez de preencher o formulário de imigração e carimbá-lo!


Com a documentação em mãos, seguimos viagem. Para chegar em Montevidéu basta seguir a estrada, a Rota 9, até a Rota Interbalneária, que nos leva à capital uruguaia. Mesmo que a maioria das rodovias sejam por pistas simples, o caminho é bem tranquilo.



Em algum ponto, a rota que liga o Chuí a Montevideo se transforma em uma pista para pouso de aeronaves



  POR JAGUARÃO/RÍO BRANCO

Outra opção para chegar até Montevidéu é, ao chegar em Pelotas, continuar pela BR-116, com destino a Jaguarão. Neste caso, abasteça o carro em Pelotas, porque são poucos os postos de combustíveis até a fronteira. Assim que chegar em Jaguarão, basta atravessar a ponte sobre o Rio Jaguarão e continuar a estrada até a aduana.


Se você sair da ponte logo que atravessar o rio, vai se deparar com uma rua cheia de FreeShops (para o meu delírio), mas esse é assunto para uma outra publicação. A aduana de Río Branco é bem mais simples, e bem menos movimentada, que a do Chuy. Assim que fizer toda a documentação, basta seguir a Rota 18 até a Rota 8 e seguir até Montevidéu. Prepara-se para ver campos e campos até além do horizonte. Há locais que as pastagens são infinitas e não é possível ver uma casa se quer. O caminho é bastante longo, da fronteira até a capital, a viagem dura no mínimo quatro horas.


 ESTRADAS BRASILEIRAS X ESTRADAS URUGUAIAS

 Nesta minha breve vida como jornalista, já fiz várias matérias retratando a situação das estradas na minha região. A principal delas é a BR-101, que é a primeira estrada que nos leva ao Uruguai. O trecho sul da rodovia nem terminou de ser duplicado (está há mais de dez anos em obras) e a pavimentação já apresenta muitos defeitos. Não sei se é a qualidade do material utilizado ou se os caminhões trafegam com peso muito acima do limite. Alguns trechos da BR-101 estão bons, mas outros, mesmo duplicado estão repletos de buracos. A FreeWay, com dois pedágios, é a melhor estrada que trafeguei entre o Brasil e o Uruguai. São três pistas que permitem que o trânsito flua. Ela é a ligação entre a BR-101 e Porto Alegre. Depois que atravessamos o Guaíba, pegamos a BR-116, que está em obras de duplicação. São desvios e mais desvios até chegarmos em Pelotas, além disso, há muito movimento naquela estrada. Do Rio Grande ao Chuí, a estrada é bastante boa. Não há buracos e é bastante tranquilo para trafegar. Me surpreendi, entretanto, com a qualidade das vias no Uruguai. Mesmo com pistas simples, as rodovias permitem manter uma velocidade boa e não possuem movimento. Além disso, não há buracos no asfalto e o pavimento parece ter bastante qualidade. Tive a mesma impressão na Rota 8. Ali era realizado um trabalho de rapavimentação e nem por isso, o trânsito ficou lento ou atrapalhou a pista.

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